A vida profissional no Brasil começa cada vez mais cedo. Depois do vestibular, a disputa é por uma vaga de trainee
Conquistar uma vaga de trainee numa grande empresa pode ser mais difícil que passar no vestibular. O cargo, considerado o primeiro degrau da carreira em multinacionais, geralmente é ocupado por jovens recém-formados e com grande potencial de desenvolvimento. O problema é ser aprovado na seleção.
Lançado este ano, o programa de trainees da Agfa Graphics seleciona profissionais para cinco vagas na empresa. A multinacional do setor de imagens e tecnologia da informação quer dois para a área técnica, outros dois para vendas e um para recursos humanos. O número de candidatos na disputa? ´Mais de mil pessoas se inscreveram´, diz a analista de RH da empresa, Camila Monteiro Álvares. Cerca de 130 serão chamadas para provas de idiomas e conhecimentos gerais na 2ª fase da seleção.
Páreo duro
Ao fim das cinco fases previstas — que incluem, entre outros testes, redações em inglês e português, entrevistas com executivos e dinâmicas de grupo — serão escolhidos os primeiros trainees da companhia no Brasil. Para ter idéia da dificuldade, o curso mais concorrido do vestibular da Universidade de São Paulo (USP) — um dos mais disputados do País — em 2007 foi Jornalismo, com 41,63 candidatos por vaga. Na Agfa, a concorrência chega a 200 candidatos por vaga.
Pior foi a seleção de trainees da Volkswagen no ano passado. A multinacional alemã abriu processo seletivo para 20 trainees, mas mais de 16 mil candidatos se inscreveram. ´Isso ocorreu principalmente em função da marca´, explica o gerente de RH da Volkswagen Brasil, Raimundo Ramos. ´Temos um peso forte em todo o mundo e buscamos os melhores talentos para a empresa.´
Para escolher a ´pessoa certa para o lugar certo´, afirma Ramos, a multinacional faz uma bateria de testes, que inclui provas online, dinâmicas de grupo e entrevistas. Sai na frente quem sabe falar inglês ou alemão fluentemente.
Quem topa encarar a disputa está de olho numa carreira de longo prazo. No programa de trainees da Agfa, os aprovados serão contratados por dois anos com salários entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, receberão benefícios como os demais funcionários e terão a chance de desenvolver projetos específicos. Se forem bem, podem ainda trabalhar um período na Bélgica ou em países da América Latina. Na Volkswagen, o programa dura 18 meses. Depois, o trainee tem chance de seguir carreira na multinacional.
De trainee a sócio
A BDO Trevisan, multinacional com presença em 111 países, seleciona todos os anos trainees para os 14 escritórios que mantém no Brasil. A diretora de fator humano da empresa, Valquíria Sílvia, vai direto ao assunto: ´Você pode entrar na empresa como trainee e se tornar sócio do negócio.´ Há profissionais que já estão perto. ´Alguns diretores, que estão abaixo dos sócios, foram trainees´, diz Sílvia.
A administradora de empresas Camila Fávaro, de 26 anos, há um mês trabalha como trainee no hipermercado Extra, do Grupo Pão de Açúcar. Para chegar lá, enfrentou entrevistas, dinâmicas de grupo e testes escritos. ´É um processo muito criterioso. Concorri com muita gente´, revela. Feliz por subir o primeiro degrau, ela espera seguir carreira no grupo. ´Passar para trainee foi mais difícil que fazer o vestibular.´ Em média, a Corporação atrai 6 mil interessadas para 20 vagas. Mais informações no site www grupopaodeacucar.com.br.
EM CASO DE REPROVAÇÃO
Prepare-se mais e não desista do sonho
Ser reprovado em um processo de seleção de trainees não significa que sua carreira está acabada. Pela pouca quantidade de vagas, é provável que muitos talentos fiquem de fora. O gerente de RH da Volkswagen Brasil, Raimundo Ramos, afirma que mesmo os reprovados têm condições de trabalhar na multinacional. ´Num processo seletivo com 20 pessoas, certamente você tem três ou quatro que podem ser chamadas posteriormente.´
Para o diretor da Manpower, empresa de recursos humanos, Augusto Costa, aexperiência numa grande empresa é muito importante para a carreira. ´Os programas de estágio e de trainees são a porta de entrada para o profissional nas multinacionais´, explica Costa.
Segundo o diretor da Manpower, para ser aprovado é preciso se preparar. Fazer cursos e falar inglês são requisitos básicos. ´Nessas grandes empresas, a disputa é muito grande. Mas se você não conseguir, tenha paciência´, ensina. ´Isso não quer dizer que você será um profissional fracassado.´ O professor de Gestão de Pessoas Álvaro Takei, da Trevisan Escola de Negócios, também destaca a importância de ser trainee para quem inicia a carreira. ´As empresas que oferecem programas assim são referências no mercado´, diz Takei. ´É uma oportunidade de ouro para o recém-formado´, afirma ele.
Takei lembra que as empresas buscam os melhores talentos. São pessoas com potencial para crescer na vida profissional e — por que não? — alcançar até a presidência no futuro. O problema é ser aprovado. ´Não dá para desistir logo na primeira vez. É preciso tentar´.
Habilidades
Para o professor, algumas habilidades são importantes para quem vai disputar o árduo processo seletivo. Saber inglês e espanhol faz diferença, assim como manter os objetivos claros. ´Não fique atirando para todo lado´, sugere. ´Procure empresas que atuam na sua área de interesse e invista nelas´, comenta.
Mesmo quem não consegue passar no programa de trainees tem chances de entrar nas grandes empresas depois, segundo Takei. ´Faça o caminho normal. Mande currículos e faça entrevistas. A persistência é um diferencial para o profissional que deseja fazer carreira´, afirma o professor.
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CONCORRÊNCIA PARA TRAINEES
29 de abr. de 2008


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