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Viagem para fazer trabalho voluntário no exterior conta pontos no currículo

23 de fev. de 2008

Cada vez mais valorizado pelo mercado, o trabalho voluntário pode ser ainda mais bem visto se tiver sido realizado no exterior. Segundo a consultora de recursos humanos do Grupo Foco, Andrea Almeida, as empresas estão mais preocupadas com a responsabilidade social e, por isso, buscam ter no seu quadro de funcionários pessoas envolvidas com o trabalho voluntário. Quem viveu a experiência no exterior, afirma ela, além de responsabilidade, iniciativa e habilidade de relacionamento, ganha pontos extras com o aprendizado de um outro idioma e de outra cultura.

- O empregador vê em quem fez um trabalho voluntário alguém com responsabilidade, iniciativa, grande capacidade de adaptação, de lidar com a adversidade e com habilidade de relacionamento. Fazer o trabalho no exterior é o ideal, por que além de todas essas habilidades, ainda tem o aprendizado de um idioma e de uma outra cultura - explica.

" O empregador vê em quem fez um trabalho voluntário alguém com responsabilidade, iniciativa, grande capacidade de adaptação (Andrea Almeida - consultora de RH do Grupo Foco) "

De acordo com a consultora, a informação sobre trabalho social já é cobrada até em inscrições para programas de estágio e de trainee. Segundo Andrea Almeida, até parar os estudos temporariamente para poder participar de uma experiência como esta, vale a pena:

- O trabalho voluntário no exterior é um investimento na carreira. Se o estudante tiver condições, deve fazer. Mesmo que para isso tenha que trancar a faculdade por um tempo. Vale a pena - garante Andrea Almeida.

Foi o que João Paulo Picanço Martins da Rocha fez em 2005 quando decidiu passar seis meses na África do Sul. Segundo ele, sua motivação para a solidariedade vem desde a infância. Na universidade, organizou trote solidário e trabalhou em cursinho pré-vestibular comunitário. Na empresa júnior, montou o núcleo de solidariedade social. Quando recebeu uma bolsa para trabalhar na África, não pensou duas vezes.

- O que tem de mais valioso, importante e interessante na vida humana é o amor. E dentro desse grande tema tem uma vertente chamada solidariedade, que acredito ser uma das formas mais desafiadoras ao homem. Amar sem interesse. Amar quem mais precisa sem esperar receber algo em troca. Solidariedade é também o que o mundo, suas organizações e relações humanas mais precisam. É, provavelmente, a principal necessidade do planeta.

" É desafiador buscar experiências sociais na empreitada de colaborar com soluções para as necessidades das pessoas (João Paulo da Rocha) "

Na África, participou de um projeto-escola com crianças em situação de risco. Começou como professor de matemática e inglês. Aos poucos foi se envolvendo com outros trabalhos e acabou sendo técnico de futebol da garotada. Além disso, trabalhou com artesanato para geração de renda para adolescentes.

- É desafiador buscar experiências sociais na empreitada de colaborar com soluções para as necessidades das pessoas. Esse é o pensamento macro que fundamenta e estabelece o sentido para realização de trabalho voluntário. Longe da utopia e mais próximo da realidade, o trabalho voluntário nas comunidades permite a conexão entre o pensar globalmente e agir localmente.

Enquanto trabalhava como professor no Nepal, Paulo Fassina documentou a região - Foto: Paulo Fassina O publicitário Paulo Roberto Fassina, de 23 anos, trabalhava em consultoria de marcas e traçava estratégias de marketing, quando se deu conta que sua função era falar para os outros que eles não seriam felizes se não usassem um determinado produto. Resolveu largar tudo e recomeçar do zero no Nepal.

- Eu resolvi dedicar minha vida a algo que fosse útil para a humanidade, que ajudasse a construir a sociedade de amanhã. Escolhi o Nepal por diversas razões, é um lugar muito semelhante e muito diferente do Brasil. É um país onde diversas etnias e culturas convivem em paz, um lugar extremamente pobre e desigual, um lugar com uma riqueza natural extraordinária, onde o povo é esforçado e apesar das dificuldades consegue manter a sua dignidade e o brilho da vida. Além do mais é um lugar onde existe uma riqueza espiritual sem igual no mundo e eu queria conhecer como o oriente pensa - explica, já de volta ao Brasil.

No Nepal, Paulo trabalhou como professor de inglês em um escola pública e, por conta própria, documentou a vida das pessoas que vivem nas montanhas. Antes disso, ainda no Brasil, foi palhaço em um hospital para crianças com paralisia infantil.

" O trabalho voluntário é um investimento na carreira. Se o estudante tiver condições, deve fazer (Andrea Almeida - consultora de RH do Grupo Foco) "

Sobre sua experiência no exterior, conta que nada foi fácil, mas garante que trabalho voluntário lava a alma:

- Trabalho voluntário é sempre muito bom, lava a alma. Planejo fazer algo mais compromissado e duradouro mas ainda estou procurando algo. Gostaria muito de fazer com que o rumo da minha carreira tenha um caráter social. Uma viagem como essa é experiência 24 horas. Uma coisa que descobri é que o mundo não é tão romântico como imaginamos e no fundo somos todos seres humanos com os mesmos medos e com os mesmos sonhos. O que muda é a liberdade para sermos quem gostaríamos e como os outros nos vêem e reagimos a isso. Bom, nada foi muito fácil, desde me adaptar com a pouca infra-estrutura, a comida, o preconceito (por eu ser estrangeiro achavam que eu tinha muita grana e que poderia mudar a vida deles para sempre) e principalmente com a grande quantidade de ONGs que são apenas de fachada e que servem para alimentar o bolso dos empresários e pouco ou quase nada prestam de ajuda efetiva aos necessitados.

Onde procurar:

Experimento Intercâmbio: a agência está com as inscrições abertas para o programa de voluntários na Irlanda, mas oferece o serviço para outros países como Índia, Nepal, Turquia e México. O Volunteer Ireland é voltado para os estudantes que desejam trabalhar em projetos sociais e ampliar o conhecimento sobre outra cultura e idioma. O programa trabalha com pessoas deficientes, conservação ambiental, arte, teatro e crianças, tem duração de quatro a 12 semanas, trabalho máximo de 40h semanais e dois dias de folga. O investimento, que varia de US$ 1.885 a US$ 2.570 dólares, inclui colocação no projeto voluntário, alojamento e alimentação durante o período de estada e suporte. Os interessados devem ter mais de 20 anos e nível intermediário de inglês. Outras informações no site.
http://www.experimento.org.br/

AFS Intercultura: A agência oferece o programa de trabalho voluntário para países como África do Sul, Grâ-Bretanha e Costa Rica. Saiba mais no site.
http://www.afs.org.br/

CI: A empresa também oferece oportunidade a brasileiros de trabalhar em projetos sociais, humanitários ou de preservação da vida selvagem na África. Outras informações no site.
http://www.ci.com.br/

EF: Saiba mais sobre o programa EF de caridade no site da agência.
http://www.ef.com.br/

Fonte: O Globo Online

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